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José Dettoni lança novo livro na Francisco Meirelles

Publicada em 27/04/2017 por Assessoria de Imprensa.

 

“Escrever é meu vício”, afirma José Dettoni durante lançamento do seu livro na Francisco Meirelles

 

“Educação que não se leva em conta a dimensão estética é uma educação falha”, declarou  o Doutor José Dettoni durante o lançamento da sua obra “Educação Estética – o desenvolvimento da sensibilidade” nesta quarta-feira, no auditório da Biblioteca Francisco Meirelles. Dettoni é chanceler do Centro Universitário São Lucas (UniSL). “Escrever é meu vício”, revelou. O livro estará à venda nas Livrarias Exclusiva e Paim.

 

Ao falar sobre realidade atual da educação no Brasil, Dettoni  afirmou  que a considera manca por causa do pragmatismo utilitarista, do cientificismo  e da  tecnociência, enquanto que a arte de humanificar está relegada a segundo plano. O professor doutor ressaltou que nos países que priorizam a ciência humana ocorrem menos suicídios.

 

De acordo com ele, essa atenção exacerbada à filosofia pragmatista/utilitarista tem contribuído para que as crianças tenham a sua infância roubada. “Elas são robotizadas dentro de um padrão tecnológico  já na infância, pois não podem perder tempo, precisam aprender coisas úteis para vencer, para serem futuros consumidores”, declarou.

 

Ele afirma ainda que essa perspectiva capitalista faz com que as crianças/jovens se tonem simplesmente consumidores, contribuindo para o empobrecimento deles como pessoa, como ser humano. “Essa realidade está se tornando cada vez mais explicita na nossa sociedade e a tendência é piorar”.

 

“É comum àqueles que defendem o avanço tecnológico a todo custo considerar a ciência humana como sonhadora/filosófica, mas são exatamente essas pessoas sensíveis a cultura humanista que desenvolvem  empatia para perceber a dor do outro, enquanto a tecnociência robotiza”, observou.

 

Negligência

O resultado dessa negligência na educação, de acordo com ele, é o aumento do número de prisões, como vem ocorrendo no Brasil. “Se fizermos uma análise socioeconômica dos apenados, com exceção dos que integram essas grandes operações que vem correndo ultimamente, a maioria é de origem negra ou parda e não tiveram oportunidade de aprendizagem”, frisou.

 

Para ele, o descaso do poder público é estratégico, pois dominar um povo analfabeto é mais fácil do que dominar pessoas letradas. “Isso explica o interesse em manter a sociedade desinformada, especialmente em áreas que desenvolvem a visão crítica, como filosofia, sociologia e artes”.

 

A mesa de autoridades foi composta pelo anfitrião Doutor José Dettoni, pela representante da unir, professora Regina Sanches, pelo fundador e presidente da Academia Rondoniense de Letras, William Harvely; pelo diretor da Biblioteca Francisco Meirelles, Célio Leandro da Silva;  pelo professor de Filosofia da unir, Josenir Dettoni e por  Carlos Alberto da Silva, representante da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa. Participaram ainda como convidados familiares e amigos do escritor.

 

Currículo

José Dettoni é gaúcho da ciadade de Ilópolis (RS).  Atua na área da educação há mais de 50 anos. Já escreveu 12 livros e ainda tem outros três para lançar até o final do ano. Ele é repentista, formado em Filosofia e Direito, com especialização em orientação educacional. Tem mestrado em Filosofia e é Doutor em Educação pela Unicamp. Por 15 anos foi docente da UEL – universidade Estadual de Londrinas. Foi também reitor da Universidade de Rondônia(Unir) e  atualmente é diretor acadêmico do Centro Universitário São Lucas.

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