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III Seminário de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio discute as interfaces do sofrimento no UNISL

Publicada em 15/09/2017 por Assessoria de Imprensa

O III Seminário de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio iniciou na tarde de quarta-feira (13), com mesa redonda de abertura com o tema; Impacto Social, Desafios e Formação dos profissionais do modo de compreender e Intervir no suicídio. Esteve presente a coordenadora do curso de Enfermagem. Profa. Jandra Cibele Rodrigues de Abrantes Pereira Leite, a coordenadora do curso de Fisioterapia, Profa. Lucila Suemi Kato Harakawa e a professora e coordenadora da clínica de Fonoaudiologia do UniSL,  Ana Karolina Zampronio Bassi. 

 

A proposta é sensibilizar e mobilizar a comunidade acadêmica, profissionais da saúde e demais profissionais para temática, principalmente com o intuito de saber avaliar, abordar e oferecer uma escuta terapêutica e qualificada para tentar diminuir esse índice de tentativas e suicídio propriamente dito, no país, estado e município.

 

De acordo com o professor Helton Camilo, o seminário faz parte da programação institucional do setembro amarelo. Serão três dias de debate com 16 palestras que abordam a questão da complexidade do suicídio desde o adolescente até o idoso.

“São todos palestrantes aqui de Porto Velho, são psicólogos, enfermeiros, médicos, fonoaudiologistas, fisioterapeutas e profissionais que trabalham diretamente com a área da saúde mental. Diversificamos as abordagens com temáticas multiprofissional interdisciplinar onde todos os profissionais da área da saúde poderão acolher, abordar e intervir frente ao comportamento suicida”, ressaltou o professor.

 

A psicóloga Beatriz Ximenes, abordou o tema “O Luto dos Sobreviventes do Suicídio” e fez uma análise de quanto o assunto é importante e que muitas vezes passa despercebido. “ Temos falado muito de prevenção que é de sua importância, mas temos que trabalhar também no pós suicídio quando já aconteceu. Cada pessoa que se mata tem pelo menos 7 sobreviventes que vão precisar de um cuidado especial, geralmente são as pessoas mais próximas então é importante trabalhar com essas pessoas”, explicou a palestrante.

 

Priscila Umbeline, também é psicóloga e em sua palestra falou sobre a “Autolesão Suicida e Não Suicida em Adolescentes”.  Ela destacou que a autolesão são cortes superficiais e não possui a intenção de tirar a vida, geralmente ele demonstra uma forma de lidar com sofrimento psíquico importante e a dificuldade em externar essa tensão.

 

“Na tentativa de suicídio há uma busca menor por atendimento e há evidente o desejo de finalizar a vida, seja por depressão ou outros transtornos que permeiam a vida do indivíduo. Mas existem muitos casos em que a pessoa não está buscando a morte, mas que acaba errando e morrendo por conta de uma falha na hora de executar a autolesão. Mas essas atitudes geralmente ocorrem em indivíduo que está em sofrimento, porque se estiver feliz não vai brincar com algo que prejudique sua saúde”, enfatizou.

 

Na ocasião, a palestrante classificou a iniciativa da UniSL em disponibilizar um espaço para essas abordagens como importante porque as informações em diversos aspectos estão sendo compartilhadas e as pessoa que está em sofrimento muitas vezes tem dificuldade em entender o problema pelo qual está passando.  

 

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