Centro Universitário São Lucas

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Homenagem ao dia do Fisioterapeuta: Entrevista com Denise Teodoro Sampaio

Publicada em 13/10/2016 por Juliana Mascarenhas

No dia do Fisioterapeuta o Centro Universitário São Lucas fez uma série de entrevistas com os fisioterapeutas que conquistaram o seu espaço na vida profissional.

 

A entrevistada em destaque é Denise Teodoro Sampaio Graduada em Fisioterapia pela União das Faculdades Claretianas de Batatais –SP (UNICLAR) em 1998, com especialização em Ortopedia e Traumatologia nas Patologias e Cirurgias do Joelho pela UNICLAR (1999), especialização em Fisioterapia Manual e Cinesioterapia pelo Centro Universitário São Lucas (UNISL) em 2009 e mestrado em Psicologia da Saúde pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Atualmente é Coordenadora do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário São Lucas com experiência na área de Fisioterapia, com ênfase em Fisioterapia Ortopédica, atuando principalmente nos seguintes temas: Postura Corporal, Terapia Manual, Reabilitação Ortopédica, Reumatológica e Traumatológica e Educação em Fisioterapia.

 

Desfrute você também da experiência profissional desta excelente profissional contadas de forma muito especial para nós. Vamos lá então:

 

UNISL: Porque resolveu ser Fisioterapeuta?

Fisioterapeuta: Escolhi estudar fisioterapia porque sempre gostei de esportes e de atividades físicas. Acredito que seja isso que me motivou a conhecer esta ciência.

 

UNISL: Do que a senhora destaca na sua profissão? 

Fisioterapeuta: Da minha profissão o que mais gosto é o brilho no olhar e o sorriso de confiança que o paciente corresponde, ao ser tocado, ao ser manipulado, como troca mútua, e do recurso da motivação que o profissional fisioterapeuta busca estimular como requisito básico no tratamento terapêutico. Na verdade, isso é passado de geração a geração na formação dos profissionais e acredito que realmente quando vejo um aluno reproduzindo este ato de motivação a cada conquista terapêutica, a cada resposta satisfatória que o corpo do outro, mesmo que pouco, mesmo que quase nada, fico muito feliz, porque é essa a essência da nossa profissão. A motivação e a certeza que vai dar certo, uma hora ou outra, dará certo a terapêutica proposta. Sou muito satisfeita com isso.

UNISL: Tem alguma história que marcou sua vida como fisioterapeuta?

 

Fisioterapeuta: O que mais marcou minha vida como fisioterapeuta foi o meu primeiro paciente de fato. Eu tinha montado uma clínica e sabe como é começo de carreira, são muitas as dificuldades encontradas. Mas um dia a cunhada deste paciente me procurou e pediu que eu fosse na casa dele para realizar uma avaliação, pois ele tinha sofrido um AVE (acidente vascular encefálico). Ao chegar próximo da sua residência, eu mal conseguia estacionar devido a grande quantidade de outros carros estacionados por todo o quarteirão da rua. Consegui parar cerca de quase dois quarteirões de distância. Imaginei que ali próximo haveria uma grande festa num sábado de tarde. Ao chegar na casa indicada, percebi que a “festa” estava acontecendo nesta mesma residência. Ao ser recepcionada pela esposa do paciente que foi muito cordial e sorridente, me conduziu pela casa e eu fui observando toda aquela gente (sem brincadeira, eram quase umas sessenta pessoas dentro daquela casa) me observando também e sorrindo para mim. Foi quando ao chegar próximo do paciente que entendi que o que aquela gente toda estava ali fazendo era me esperar para poder avaliar e tratar o tão querido tio Heitor. Tio, irmão, cunhado, amigo, pai, mais amado por toda essa enorme família.

Acredito que um pouco de sorte é necessário no começo da profissão, porque quase toda essa família se tornou meus pacientes ao longo dos sete anos que estivemos juntos. Tenho este casal como pessoas mais que especiais para mim. Eles me acompanham em pensamento e no coração, pois infelizmente já são falecidos. Sou imensamente grata a toda essa enorme família.

 

UNISL: Quais os desafios do atual momento da Fisioterapia, em sua opinião?

Fisioterapeuta: Na minha opinião, devido esta profissão ser de uma categoria ainda iniciante, ou seja, a profissão de fisioterapia por ser ainda uma profissão nova, alguns fatores como a desvalorização da profissão e os baixos salários implicam nos desafios da profissão.

Algumas variáveis como a idade deste profissional, tempo em que se exerce a profissão, a falta de compromisso por parte de muitos profissionais ao exercê-la de qualquer modo devido a pouca identificação com a atividade em si, assim como as dificuldades do mercado de trabalho pela questão da competitividade, aumentam a concorrência profissional, sendo definidos como desafios encontrados na atualidade.

 

 UNISL: O que é essencial para ser um bom profissional?

 Fisioterapeuta:  Para ser um bom profissional é essencial investir na formação continuada. É continuar estudando, organizando o tempo de forma que buscar o aprendizado seja algo continuado e que isso se transforme numa motivação para a própria carreira. É buscar o diferencial, ser criativo, fazer as coisas de forma diferente. É deixar a criatividade aflorar no dia a dia. É buscar alternativas que motivem as pessoas, porque o ser humano gosta disso. Ele gosta de ser motivado, valorizado, estimulado. Se na sua formação como falei acima é algo fundamental para conseguir resultados com o paciente, este princípio deve ser utilizado como ferramenta para si mesmo no seu dia a dia. Ser fisioterapeuta é uma arte. Ensinar ou reeducar o movimento é uma arte. Há uma beleza que só de pensar que pessoas conseguem voltar a andar, a melhorar sua qualidade de vida, tornar alguém mais fortalecido e feliz, é mais que uma arte é uma honra. Agradeço a Deus e aos meus pais por esta maravilhosa oportunidade de ser fisioterapeuta. 

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