Centro Universitário São Lucas

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Fonoaudióloga docente do UNISL é aprovada em defesa de doutorado na UNB

Publicada em 14/12/2016 por Assessoria de Imprensa- Departamento de Comun

A fonoaudióloga e docente do Centro Universitário São Lucas, Fernanda Soares Aurélio Patatt, foi aprovada em defesa de doutorado na Universidade de Brasília-UNB.

 

A defesa foi realizada no dia 25 de novembro, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, sob orientação do Professor Carlos Augusto Costa Pires de Oliveira.

 

A tese titulada como “Triagem auditiva em neonatos de mães que utilizaram antimaláricos na gestação sem outros indicadores de risco” trata-se de um estudo quantitativo, de coorte retrospectivo, desenvolvido no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e na clínica de Avaliação e Reabilitação da Audição - Limiar, ambos em Porto Velho, Rondônia.

 

“Estudos comprovam os efeitos ototóxicos dos antimaláricos em pessoas que fazem uso destes medicamentos, porém pouco se sabe sobre a toxicidade destes fármacos no sistema auditivo de neonatos quando ingeridos pelas mães no período gestacional.”, apontou Fernanda.

 

O trabalho teve como objetivo verificar a incidência de perda auditiva em neonatos de mães tratadas para malária durante a gestação. Compuseram a amostra, 527 recém-nascidos divididos em dois grupos: grupo exposto e grupo não exposto. O primeiro grupo foi composto por 32 neonatos de mães que fizeram uso de antimalárico no período gestacional, porém sem qualquer outro indicador de risco para a deficiência auditiva associado e o segundo, por 495 recém-nascidos sem qualquer indicador de risco para a deficiência auditiva na infância.

 

A coleta de dados ocorreu de setembro de 2014 a dezembro de 2015. Para a coleta a pesquisadora realizou entrevista com as genitoras e/ou responsáveis pelo recém-nascido, investigação nos prontuários dos neonatos e das genitoras, bem como no cartão de vacina do recém-nascido e no cartão de gestante, banco de dados da triagem auditiva neonatal do hospital supracitado e no banco de dados da clínica Limiar.

 

Os dados compilados foram tabulados e submetidos aos testes estatísticos ANOVA e Igualdade de Duas Proporções, ambos com nível de significância de 5% (p≤0,05). Além disso, foi calculado o risco relativo dos recém-nascidos de ambos os grupos falharem nas emissões otoacústicas transientes da orelha esquerda.

 

O resultado da pesquisa mostrou que todos os neonatos do grupo exposto, avaliados por meio do registro das emissões otoacústicas transientes associado à realização do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico Automático, passaram na triagem auditiva neonatal logo no primeiro exame. No entanto, dos 495 recém-nascidos que compõem o grupo não exposto, 30 apresentaram falha e foram retestados. Destes, apenas um continuou apresentando falha bilateral, sendo encaminhado para avaliação diagnóstica, na qual foram evidenciados resultados dentro da normalidade. Nos neonatos do grupo exposto, a infecção pelo Plasmodium vivax foi a mais frequente, mostrando distribuição semelhante entre os trimestres gestacionais, sendo a cloroquina o antimalárico mais utilizado e o tratamento medicamentoso realizado mais frequentemente no terceiro trimestre gestacional, porém tais achados não mostraram influência nos achados audiológicos dos neonatos estudados.

 

 

Ao finalizar seu estudo quantitativo, Fernanda Soares concluiu que não foi identificado casos de perda auditiva nos neonatos de mães que fizeram uso de antimaláricos (Cloroquina, Coartem®, Quinina e Primaquina) na gestação.

 

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