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Dia do fonoaudiólogo: Entrevista com a fonoaudióloga Viviane Araújo

Publicada em 09/12/2016 por Assessoria de Imprensa- Departamento de Comun

Dia 09 de dezembro é comemorado o dia do fonoaudiólogo, entrevistamos Viviane Castro de Araújo, Fonoaudióloga formada  pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2000), com Mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia) pela Universidade Federal de São Paulo (2005) e Doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (2016). Atualmente é fonoaudióloga da Unidade Neonatal do Hospital de Base Dr Ary Pinheiro da Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia e coordenador do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário São Lucas.

 

Confira a entrevista na íntegra:

 

UNISL: Pra você, qual a melhor parte de ser fonoaudióloga?

Fonoaudióloga: Sempre pensei que a escolha da profissão fosse algo de mais extraordinário na vida. Afinal, a profissão é a atividade que a pessoa realiza diariamente por um tempo tão longo, que não poderia nunca ser algo penoso, mas de extremo prazer e bem estar.

Hoje percebo o quanto sou realizada como fonoaudióloga. O quanto me sinto útil ao atender os bebês e crianças que necessitam de cuidados para se alimentar, falar, escutar, viver melhor. Cada atendimento terapêutico que realizo repercute em um mundo melhor, mais adaptado às diferenças, na busca pela qualidade de vida de quem possui limitações físicas, intelectuais ou emocionais.

Assim, a melhor parte de ser fonoaudióloga é fazer parte da melhora da vida na vida do outro.

 

UNISL: O que te motivou a ser formar nessa profissão? Onde e quando formou?

Fonoaudióloga: A Fonoaudiologia me escolheu. As oportunidades foram me levando para a Fonoaudiologia, pois sempre tive um perfil cuidador, de assistir e de me importar. Então, nesta ciência pude expressar essas características nos atendimentos aos pacientes.

Formei na PUC/GO em 2000.  No ano seguinte fui para São Paulo onde permaneci por quatro anos para continuar meus estudos. Lá fiz três especializações e o Mestrado. Em 2015 retornei para Porto velho e este ano, 2016, finalizei o Doutorado.

Sempre tive a certeza de que além de atuar como fonoaudióloga também queria ser formadora de outros fonoaudiólogos, ou seja, ser docente. Assim, minha carreira foi também construída para a docência.

 

UNISL: Em sua trajetória profissional, que objetivo  alcançado você consideraria como sua maior (ou uma grande) realização até o momento?

Fonoaudióloga: Certamente o maior desafio foi a finalização do Doutorado. Foram quatro anos e meio de muito estudo, de noites em claro, sem lazer, de distanciamento da família e amigos. Tudo o que propomos melhorar profissionalmente não é fácil, não é rápido e sempre é doloroso. Não existe sucesso sem sacrifício. E a opção pela melhora é do próprio profissional, logo não há o que se reclamar, mas viver com disciplina e perseverança.

 

UNISL: O que mais te motiva na profissão?

Fonoaudióloga: Na Fonoaudiologia o que há de mais motivador é que cada paciente é único. Ele traz uma história cheia de ricas memórias, sentimentos e também medos e receios. O poder de transformar a realidade do paciente ao fazê-lo falar, escutar, escrever, aprender é mágico.

 

UNISL: Você já enfrentou alguma situação muito difícil na profissão, um desafio, uma dificuldade que precisou superar? O que tirou de positivo?

Fonoaudióloga: Diariamente nos atendimentos dos bebês e suas mães com os quais eu trabalho sempre é desafiador. Trabalhar com limitações físicas e cognitivas sempre é um desafio.

 

UNISL: Como está o mercado de trabalho atualmente?

Fonoaudióloga: Em Rondônia somos apenas 274 fonoaudiólogos. Ainda há um déficit grande desse profissional em especial no interior do estado.  Esse pequeno número de profissionais também traz fragilidade à profissão que ainda precisa ser fortalecida nos seus diversos campos de atuação.

 

UNISL: Qual seu conselho pra quem gostaria de ser um fonoaudiólogo?

Fonoaudióloga: Se você quer ser fonoaudiólogo, saiba que você transformará a vida das pessoas. E por isso, precisa saber se colocar no lugar do outro, precisa entender como o organismo normal funciona para entendê-lo quando apresenta algum distúrbio, precisa ser curioso, pois para sempre precisará estudar. E acima de tudo, precisa se importar com o outro.

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