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Acadêmicos de Ciências Biológicas do UniSl participam de expedição Quelônios da Amazônia no Rio Guaporé

Publicada em 22/12/2016 por Assessoria de Imprensa- Departamento de Comun

Sete acadêmicos do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário São Lucas, participaram no período de 12 a 19 de dezembro da expedição Quelônios do Guaporé em parceria com o Ibama e EcoVale.

 

Os acadêmicos somaram forças ao projeto Quelônios do Guaporé (na região de fronteira do Brasil com a Bolívia), que tem como objetivo a preservação da fauna aquática garantindo a perpetuação das espécies de quelônios (Tartaruga da Amazônia e Tracajás ) do Vale do Guaporé em números satisfatórios e capazes de equilibrar as cadeias biológicas do ecossistema local.

 

O estudante de Ciências Biológicas Ueslei Masques, ressaltou a importância desse trabalho de preservação. “Durante a semana que passamos lá, resgatamos cerca de 40 mil filhotes que posteriormente foram soltos em áreas próximas a vegetação aumentando assim, a chance de vida dos Quelônios. Foi uma semana de trabalho duro, porém foi lindo e muito engrandecedor para nós estudantes de Ciências Biológicas ter a oportunidade de um contato real com o mundo em que estamos nos preparando para fazer parte.”, destacou o acadêmico.

 

O acadêmico Lucas Ramos considerou a expedição enriquecedora e uma ótima oportunidade para colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante o curso de Ciências Biológicas na faculdade. “Foi uma semana de vivência em campo na qual aprendemos como encontrar os ninhos de tartarugas nas praias, e aprendemos como a marcar os quelônios com técnicas apropriadas, para posteriores estudos. Além disso, ficamos sabendo um pouco mais sobre os saberes populares. Essa expedição com certeza ficará marcada em nossas memórias.”, disse Lucas.

 

Alisson Martins Albino também acadêmico do UniSL analisou o aprendizado com a expedição. “Essa atividade nos proporcionou sentir na prática o que é ser biólogo de campo, sem dúvidas foi uma grande oportunidade que deu para todos nós a certeza de que a profissão que escolhemos além de muito importante é o que nos fará felizes e realizados profissionalmente e pessoalmente.”, apontou.

 

Saiba mais sobre o projeto Quelônios da Amazônia no rio Guaporé:

 

As atividades são desenvolvidas de julho a dezembro, período da reprodução do tracajá (Podocnemis unifilis) e da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa). As fêmeas de tracajá iniciam seu ciclo reprodutivo algumas semanas antes, mas os filhotes nascem na mesma época, pois o tempo de incubação de suas ninhadas é maior do que da tartaruga.

 

Todos os anos uma quantidade enorme de tartarugas desova nas areias brancas, criando um verdadeiro espetáculo natural. Durante a madrugada, as fêmeas começam a sair dos rios em busca dos melhores lugares. No auge da temporada é possível ver dezenas, centenas, até milhares de fêmeas disputando espaço para escavar seus ninhos. Essa aglomeração intensa de animais é algo relativamente raro, que ocorre em poucos locais da Amazônia, o que torna ainda mais especial esse lugar.

 

Um verdadeiro congestionamento se forma nas praias, com fêmeas por todo lado, escavando seus ninhos, jogando areia em cima umas das outras. Nessa fase o trabalho de fiscalização se intensifica para evitar que caçadores cheguem às praias para capturar as fêmeas e seus ovos.

 

Cada tartaruga põe de 50 a 150 ovos, e os filhotes só começam a nascer cerca de 60 dias depois. As tracajás nidificam de 10 a 25 ovos, e o nascimento acontece entre 70 e 90 dias de incubação.

 

Nos meses de novembro e dezembro as praias se transformam em uma espécie de maternidade para milhões de tartaruguinhas. A eclosão é outro momento emocionante, quando inúmeros voluntários participam do recolhimento dos recém-nascidos.

 

Os filhotes são transferidos para berçários, onde permanecem por 20 dias para perderem o “pitiú” (cheiro forte característico dos recém-eclodidos) e para crescerem um pouco e se tornarem mais fortes.

 

A soltura dos filhotes acontece em clima de celebração, sempre com a participação de moradores locais, estudantes, autoridades, pesquisadores, jornalistas e turistas.

 

O projeto Quelônios do Guaporé devolveu mais de 10 milhões de filhotes para a natureza.

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